Em um cenário onde de taxas de juros são baixas, o foco no crescimento e no equity tem se torna uma constante. Fundos de Private Equity buscaram alocações estratégicas, venture capitalist investiram em startups, e as manchetes são dominadas por IPOs e aquisições de M&A em um ambiente onde a renda fixa perde parte de seu atrativo.
Contudo, como diz o ditado, "crescer dói", e no mundo corporativo, esse crescimento muitas vezes exige capital. Empresas recorreram ao endividamento, aproveitando a época de “crédito barato”. No entanto, o custo desse crescimento se torna evidente quando a necessidade de capital para expandir se torna uma barreira. O aumento das taxas de juros encarece o crédito, limitando a capacidade de empresas de continuar expandindo. Algumas, que financiaram suas operações por meio de capital de terceiros, de forma “alavancada” encontram-se em situações delicadas, buscando recuperação judicial.
Em momentos como esse, é crucial que as empresas voltem ao básico, adotando a filosofia do "Back to Basics". Isso significa controlar gastos, concentrar esforços nos produtos mais rentáveis, gerar lucro, e, principalmente, manter um controle rígido do fluxo de caixa. Desalavancar torna-se uma estratégia essencial; vender ativos menos rentáveis para amortizar dívidas proporciona fôlego financeiro e a oportunidade de "recomeçar".
Um exemplo inspirador desse retorno ao básico é a Natura, que recentemente vendeu uma fábrica da Avon em São Paulo para fortalecer seu caixa e reduzir sua alavancagem. Este movimento estratégico reflete a importância de adotar medidas fundamentais em momentos desafiadores.
Em resumo, em tempos de incertezas financeiras, o mantra é claro: "Back to basics". Controlar gastos, gerar lucro e fortalecer o caixa são os alicerces para sustentar e impulsionar o crescimento sustentável das empresas.
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Fonte: João Ribeiro Furtado Neto
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